Essa é uma das frases mais repetidas (e mais debatidas) no universo fitness: “metabolismo lento não existe, é desculpa de quem não quer se esforçar.” A realidade é mais nuançada.
O que diz a ciência
O metabolismo basal — a quantidade de energia que o corpo gasta em repouso para manter suas funções vitais — de fato varia entre indivíduos. Essa variação está associada a fatores como composição corporal (massa muscular gasta mais energia que massa gorda), idade, sexo, função hormonal (como a tireoide) e também predisposição genética.
Isso significa que duas pessoas com o mesmo peso e altura podem ter gastos energéticos de repouso diferentes — nada desprezível ao longo do tempo.
Onde está o equívoco, então
O erro não é reconhecer que o metabolismo varia — é usar essa variação como uma sentença definitiva (“nunca vou conseguir emagrecer por causa disso”). A composição corporal pode ser modificada (por exemplo, ganho de massa muscular aumenta o gasto metabólico basal), hábitos de sono e estresse influenciam a função hormonal, e ajustes alimentares estratégicos também têm papel.
O que fazer com essa informação
Reconhecer que seu metabolismo pode ser naturalmente mais lento que o de outra pessoa não é desculpa — é ponto de partida para uma estratégia personalizada, em vez de tentar replicar o que funcionou para alguém com um perfil metabólico diferente.
Não é desculpa. Também não é sentença.