O motivo da queda de cabelo depois dos 40

Encontrar mais fios de cabelo na escova ou no banho pode ser angustiante. E é muito comum que a primeira reação seja comprar um shampoo ou suplemento. Mas a queda de cabelo pode ter diferentes causas, e a alimentação é apenas uma parte dessa investigação. Nutrientes importantes para o cabelo Uma alimentação inadequada pode contribuir para alterações na saúde dos cabelos, especialmente quando existe ingestão insuficiente de determinados nutrientes. Dependendo do caso, é importante avaliar: ingestão de proteínas; ferro; zinco; vitamina B12; folato; vitamina D; outros nutrientes conforme a avaliação individual. Mas existe um ponto importante: não significa que toda queda de cabelo seja causada por deficiência nutricional. Alterações hormonais, tireoide, estresse, doenças, medicamentos e outras condições também podem estar envolvidas. E depois dos 40? Para muitas mulheres, essa fase coincide com mudanças hormonais importantes, além de alterações na composição corporal, sono e rotina. Por isso, diante de uma queda persistente, vale olhar para o contexto e não apenas para um suplemento. Antes de suplementar, investigue. Tomar biotina, ferro ou qualquer outro nutriente sem necessidade não é necessariamente a melhor estratégia. O primeiro passo é entender por que o cabelo está caindo. Conclusão Seu cabelo pode estar dando um sinal. Em vez de simplesmente tentar “tratar o cabelo”, vale investigar o que pode estar acontecendo por trás dele.
Barriga estufada pode ser necessário investigar o intestino

Você termina uma refeição e sente que sua barriga aumentou de tamanho? Gases, distensão, constipação e desconforto abdominal são queixas muito comuns. Mas isso não significa automaticamente que você tenha uma intolerância alimentar ou que precise cortar glúten, lactose e vários outros alimentos. O que pode estar relacionado à distensão? A sensação de barriga estufada pode estar relacionada a diferentes fatores, incluindo: composição da alimentação; quantidade e velocidade das refeições; constipação; fermentação intestinal; intolerâncias ou sensibilidades específicas; alterações gastrointestinais; rotina e hábitos alimentares. Por isso, é importante observar quando o sintoma aparece, com que frequência e em qual contexto. Preciso fazer exame de microbioma? Nem sempre. O exame de microbioma pode ser uma ferramenta interessante em situações selecionadas, mas não é necessário para todas as pessoas que apresentam distensão abdominal. A investigação deve começar pela história clínica e pela avaliação individual. E isso também vale para dietas restritivas. Barriga estufada não significa automaticamente: ❌ cortar glúten❌ cortar lactose❌ retirar frutas❌ fazer detox❌ tomar probióticos aleatoriamente O tratamento depende da causa. Conclusão Seu intestino não precisa necessariamente de mais uma dieta da moda. Precisa de uma estratégia baseada no que realmente está acontecendo com você. Se a distensão é frequente ou persistente, procure avaliação profissional.
Se você não tem diarreia ou prisão de ventre, seu intestino está saudável?

Existe uma crença comum de que a saúde intestinal se resume ao hábito intestinal: se você vai ao banheiro “normalmente”, está tudo bem. Essa é uma visão incompleta. Os sinais que costumam passar despercebidos O intestino tem uma relação direta com praticamente todos os sistemas do corpo — imunológico, hormonal, nervoso e até de pele. Por isso, um desequilíbrio intestinal pode se manifestar de formas que, à primeira vista, não parecem ter nada a ver com o trato digestivo: Inchaço abdominal recorrente, mesmo sem alteração no hábito intestinal Cansaço persistente, sem explicação aparente em exames de rotina Acne ou irritações de pele recorrentes Oscilações de humor e maior sensibilidade a estresse Compulsão por doces, ligada a desequilíbrios na microbiota Por que isso acontece Boa parte da produção de neurotransmissores e da regulação imunológica do corpo tem origem ou forte influência no intestino. Quando a microbiota está desequilibrada — mesmo sem gerar diarreia ou constipação clássicas — esse desequilíbrio pode se refletir em outros sistemas. O que fazer com essa informação Não se trata de acender um alerta a cada sintoma isolado. Se você reconhece um padrão — vários desses sinais acontecendo juntos, de forma recorrente — vale investigar além do hábito intestinal básico, com avaliação individualizada. Seu corpo sempre avisa — nem sempre do jeito mais óbvio.
Probiótico de farmácia resolve desequilíbrio intestinal?

É comum ouvir a recomendação: “está com o intestino desregulado? Toma um probiótico.” Mas essa orientação, por mais bem-intencionada que seja, esconde uma simplificação perigosa. O que são probióticos, afinal? Probióticos são microrganismos vivosa que, quando consumidos em quantidade adequada, trazem algum benefício à saúde. Até aqui, tudo certo. O problema começa quando tratamos “probiótico” como se fosse uma categoria única — como se todos tivessem o mesmo efeito. Na prática, existem centenas de cepas diferentes de bactérias probióticas, cada uma com uma função específica. A Lactobacillus rhamnosus, por exemplo, tem evidências ligadas à saúde vaginal e imunológica. Já a Bifidobacterium longum é mais estudada em contextos de constipação e sintomas de intestino irritável. Tomar um probiótico genérico de farmácia, sem saber qual cepa ele contém e se ela é a indicada para o seu quadro, é como tentar consertar um problema específico com uma ferramenta escolhida ao acaso. Por que isso importa na prática Além da cepa, a dose, a forma de conservação e até o momento do dia em que o probiótico é tomado influenciam sua eficácia. Um produto mal armazenado pode chegar com poucas bactérias vivas — sem efeito nenhum, apesar do rótulo. O caminho mais seguro Antes de sair suplementando por conta própria, vale investigar o que está realmente acontecendo no seu intestino: histórico de sintomas, alimentação, uso recente de antibióticos, e, quando indicado, exames que ajudem a entender o cenário. Só assim é possível escolher (se for o caso) um probiótico com cepa e dose adequadas ao seu objetivo específico. Seu corpo sempre avisa — mas nem sempre a resposta certa é a mais genérica.
A conexão entre candidíase de repetição e o seu intestino

IntroduçãoMuitas mulheres vivem reféns de pomadas e medicamentos de farmácia para tratar a candidíase que aparece todos os meses. O que a maioria não sabe é que a cândida é um fungo que mora naturalmente no nosso intestino. Tratar apenas o sintoma local sem tratar a saúde do sistema digestivo garante que o problema sempre vai voltar. O açúcar como combustívelO fungo da cândida se alimenta primariamente de açúcar e carboidratos refinados. Quando a sua dieta é baseada em doces e farinhas você cria o ambiente perfeito para esse fungo se multiplicar descontroladamente no intestino e migrar para outras mucosas. A imunidade baixa apenas abre as portas para a crise se instalar. O tratamento realNós precisamos literalmente matar esse fungo de fome. A estratégia clínica envolve retirar os gatilhos e introduzir compostos muito fortes como o óleo de orégano para combater a superpopulação por dentro. É um protocolo de limpeza profunda seguido da recolonização com bactérias boas. ConclusãoTentar fazer uma dieta contra a cândida buscando informações soltas na internet pode te deixar extremamente desnutrida. O protocolo fúngico exige técnica e acompanhamento muito próximo. Pare de tratar apenas a superfície. Agende sua consulta para cuidarmos do seu corpo de forma integrativa.
Por que a SIBO acontece?

Você sente estufamento abdominal, excesso de gases, desconforto após as refeições ou alterações intestinais frequentes? Esses sintomas podem estar relacionados ao SIBO, uma condição cada vez mais reconhecida na prática clínica. O Que É SIBO? SIBO é a sigla para Small Intestinal Bacterial Overgrowth, ou Supercrescimento Bacteriano do Intestino Delgado. Em condições normais, a maior parte das bactérias da microbiota vive no intestino grosso. No SIBO, ocorre um aumento excessivo de bactérias no intestino delgado, uma região que deveria conter uma quantidade muito menor desses microrganismos. Esse desequilíbrio pode levar à fermentação excessiva dos alimentos, especialmente dos carboidratos, causando sintomas como: Distensão abdominal (“barriga estufada”) Excesso de gases Dor abdominal Diarreia ou constipação Sensação de digestão lenta Refluxo Deficiências nutricionais Fadiga e dificuldade de concentração Por Que o SIBO Acontece? O SIBO raramente surge sem motivo. Geralmente existe uma causa por trás do problema, como: Alterações da motilidade intestinal Hipocloridria (baixa produção de ácido no estômago) Uso prolongado de medicamentos antiácidos Estresse crônico Cirurgias gastrointestinais Disbiose intestinal Síndrome do intestino irritável Alterações hormonais e metabólicas Por isso, tratar apenas as bactérias sem investigar a causa pode levar à recorrência dos sintomas. O Tratamento Precisa de Antibióticos? Depende do caso. O antibiótico mais estudado para SIBO é a rifaximina, que atua principalmente dentro do intestino. Em alguns pacientes, ela pode reduzir significativamente os sintomas. No entanto, o antibiótico não é uma solução definitiva para todos os casos. Estudos mostram que muitos pacientes apresentam recorrência quando os fatores que favoreceram o crescimento bacteriano não são corrigidos. Além disso, nem todo SIBO exige tratamento exclusivamente medicamentoso. Em muitos casos, uma abordagem integrativa envolvendo alimentação, melhora da digestão, motilidade intestinal e modulação da microbiota pode trazer excelentes resultados. Como a Dieta Low FODMAP Pode Ajudar? Os FODMAPs são carboidratos fermentáveis presentes em diversos alimentos, como cebola, alho, trigo, algumas frutas, leguminosas e adoçantes. Quando há SIBO, essas substâncias podem ser fermentadas em excesso pelas bactérias presentes no intestino delgado, aumentando a produção de gases e piorando os sintomas. A dieta Low FODMAP é uma estratégia temporária que reduz o consumo desses alimentos por algumas semanas, ajudando a: Reduzir gases Diminuir a distensão abdominal Melhorar dores e desconfortos Promover melhor qualidade de vida durante o tratamento É importante destacar que a dieta Low FODMAP não trata a causa do SIBO. Ela funciona como uma ferramenta para controle dos sintomas e deve ser conduzida com acompanhamento profissional para evitar restrições desnecessárias. O Papel da Modulação Intestinal A modulação intestinal busca restaurar o equilíbrio do ecossistema intestinal e corrigir fatores que favorecem o supercrescimento bacteriano. Dependendo da avaliação individual, o tratamento pode incluir: Ajustes alimentares personalizados Estratégias para melhorar a digestão Correção de hipocloridria Suporte à motilidade intestinal Manejo do estresse Nutrientes que auxiliam na integridade da mucosa intestinal Uso criterioso de probióticos e prebióticos quando indicado Cada paciente possui um perfil único, e o tratamento deve considerar fatores como microbiota, histórico clínico, hábitos de vida e até mesmo características genéticas. Conclusão O SIBO é uma condição que vai muito além do excesso de bactérias no intestino delgado. Embora antibióticos possam ser úteis em alguns casos, o tratamento eficaz geralmente exige uma abordagem mais ampla, incluindo investigação das causas, ajustes alimentares e modulação intestinal. Se você convive com estufamento frequente, gases excessivos ou desconforto digestivo persistente, vale a pena buscar uma avaliação especializada. Identificar a raiz do problema é o primeiro passo para recuperar a saúde intestinal e melhorar sua qualidade de vida.
O Mito da Gordura Por Que Cortar o Azeite Não Cura a Gordura no Fígado

IntroduçãoO diagnóstico de esteatose hepática, a famosa gordura no fígado, tem assustado pacientes cada vez mais jovens. A primeira atitude de quem recebe esse exame é cortar o azeite, o abacate e as carnes. Esse é um dos maiores mitos da nutrição. A gordura que se acumula no seu fígado não vem das gorduras que você ingere, mas sim do excesso de carboidratos refinados e frutose isolada. O caminho do açúcar até o fígadoQuando você come pão branco ou toma sucos de caixinha adoçados, o seu corpo recebe uma bomba rápida de glicose. O que não é utilizado imediatamente como energia é enviado para o fígado. O fígado empacota esse excesso de açúcar e o transforma em triglicerídeos. Com o passar do tempo esse processo satura o órgão, criando camadas de gordura que prejudicam a desintoxicação natural do corpo e travam o seu metabolismo. Como limpar o fígado naturalmenteA recuperação hepática exige estratégia — não restrição isolada.Ela passa por um conjunto de ajustes: emagrecimento quando necessário, controle do peso corporal, redução de carboidratos refinados e da ingestão de açúcares (especialmente a frutose adicionada presente em bebidas e alimentos ultraprocessados). Além disso, o suporte com compostos naturais pode potencializar esse processo. Plantas como o dente-de-leão, o cardo-mariano e a alcachofra contribuem para a função hepática, auxiliando na desintoxicação e no manejo do acúmulo de gordura no fígado. Mais do que excluir alimentos, o foco deve estar em criar um ambiente metabólico favorável para que o fígado consiga, de fato, se regenerar. ConclusãoTentar tratar a gordura no fígado fazendo dietas por conta pode piorar o quadro, levando à perda de massa magra e piora da resistência à insulina. O tratamento eficaz requer uma modulação completa dos carboidratos da sua rotina e o suporte correto com nutrientes. Procure uma nutricionista para reverter esse quadro com segurança.
Como as plantas medicinais atuam nos hormônios femininos

A saúde da mulher passa por diferentes fases ao longo da vida — e todas elas são marcadas por oscilações hormonais. TPM, irregularidades menstruais, síndrome dos ovários policísticos (SOP) e menopausa são apenas alguns exemplos de momentos em que o corpo pede mais suporte. Nesse cenário, cresce o interesse por abordagens naturais. E não é por acaso. O uso de plantas medicinais e chás para equilíbrio hormonal feminino tem ganhado destaque por oferecer um cuidado mais integrativo, respeitando a fisiologia do corpo e promovendo bem-estar de forma sustentável. Neste artigo, você vai entender como a natureza pode ser uma aliada poderosa na saúde hormonal da mulher. Como as plantas medicinais atuam nos hormônios femininos As plantas medicinais possuem compostos bioativos que podem interagir com o sistema endócrino, ajudando na regulação de hormônios como estrogênio, progesterona e cortisol. Além disso, muitas ervas apresentam propriedades: Anti-inflamatórias Antioxidantes Adaptógenas Essas ações são fundamentais para reduzir os impactos das oscilações hormonais no organismo. Chás para TPM e ciclo menstrual irregular Durante a fase reprodutiva, sintomas como cólicas, irritabilidade, ansiedade e retenção de líquido são comuns. Alguns dos principais chás para TPM incluem: Camomila → ação calmante e ansiolítica Erva-doce → alívio de cólicas e desconfortos intestinais Gengibre → efeito anti-inflamatório e analgésico Vitex Agnocasto → suporte à regulação da progesterona Essas plantas ajudam a reduzir a inflamação e equilibrar os hormônios femininos de forma natural. Plantas para SOP e desequilíbrios hormonais Na síndrome dos ovários policísticos (SOP), é comum haver resistência à insulina e aumento de hormônios androgênicos. Algumas plantas podem auxiliar nesse contexto: Canela → melhora a sensibilidade à insulina Chá verde → auxilia no metabolismo e na redução da inflamação Hortelã → pode contribuir para reduzir níveis de andrógenos O foco aqui é atuar na base do problema: metabolismo, inflamação e equilíbrio hormonal. Chás para menopausa e perimenopausa A menopausa é marcada pela queda do estrogênio, podendo causar sintomas como ondas de calor, insônia e alterações de humor. Entre os principais chás para menopausa, destacam-se: Folha de amora → tradicionalmente usada para sintomas hormonais Sálvia → ajuda a reduzir fogachos Trevo vermelho → rico em fitoestrógenos Ashwagandha → auxilia no estresse e melhora o sono Essas plantas ajudam o corpo a se adaptar a essa nova fase com mais equilíbrio. Intestino, estresse e hormônios: a conexão que ninguém pode ignorar A saúde hormonal feminina está diretamente ligada ao intestino e ao sistema nervoso. O intestino participa do metabolismo do estrogênio O estresse eleva o cortisol e desregula outros hormônios Chás calmantes como: Melissa Maracujá Capim-limão …ajudam a regular o sistema nervoso e, indiretamente, contribuem para o equilíbrio hormonal. Cuidados ao usar plantas medicinais Apesar de naturais, as plantas medicinais devem ser utilizadas com responsabilidade: Nem todas são indicadas para todas as mulheres Podem existir interações com medicamentos A dose e a forma de preparo influenciam nos efeitos O acompanhamento com nutricionista ou profissional de saúde é fundamental para um uso seguro e eficaz. Conclusão A natureza oferece recursos valiosos para o cuidado da saúde da mulher. O uso de chás e plantas medicinais para equilíbrio hormonal pode ser uma estratégia poderosa para aliviar sintomas, melhorar a qualidade de vida e promover mais conexão com o próprio corpo. Mais do que tratar sintomas, essa abordagem convida a mulher a respeitar seus ciclos e cuidar da sua saúde de forma integrativa.
Gene APOE e metabolização de gorduras: A dieta cetogênica serve para você?

Gene APOE e metabolização de gorduras: A dieta cetogênica serve para você? Muito se fala sobre dietas Low Carb e Cetogênicas como estratégias para emagrecimento e saúde cerebral. Porém, a genética nos mostra que não existe uma dieta universal. O estudo do Gene APOE e metabolização lipídica é a prova disso. A apolipoproteína E (APOE) é fundamental para o transporte de gorduras e colesterol no sangue. Existem três alelos principais: E2, E3 e E4. A presença do alelo E4, por exemplo, é um fator de risco conhecido não apenas para a Doença de Alzheimer, mas também para doenças cardiovasculares. Gordura Saturada: Amiga ou Inimiga? Pacientes portadores do alelo E4 tendem a ser hiperabsortivos de gordura e respondem com mais inflamação à ingestão de gorduras saturadas (como óleo de coco, manteiga e carnes gordas). Para esse perfil genético, uma dieta cetogênica clássica pode elevar perigosamente o LDL-colesterol e aumentar o risco inflamatório. Por outro lado, portadores do alelo E2 tem este risco muito reduzido. A nutrição de precisão nos permite identificar esses riscos antes que eles virem doença. Para portadores de risco, priorizamos gorduras monoinsaturadas (como azeite de oliva) e uma dieta mais voltada para o padrão mediterrâneo, rica em anti-inflamatórios naturais. Referências Bibliográficas CORELLA, D. et al. APOE and dietary fat interaction. ORDAVAS, J. M. Nutrigenetics and nutrigenomics.
Genes da inflamação TNF e IL6: A importância da dieta anti-inflamatória

Genes da inflamação TNF e IL6: A importância da dieta anti-inflamatória A inflamação crônica de baixo grau é a base da maioria das doenças modernas, como obesidade, diabetes e autoimunes. O que poucos sabem é que a tendência a inflamar mais ou menos pode ser herdada. Analisar os Genes da inflamação TNF e IL6 nos permite entender a reatividade do sistema imune de cada paciente. O TNF-alfa e a Interleucina-6 (IL-6) são citocinas pró-inflamatórias. Polimorfismos nesses genes podem fazer com que o indivíduo produza essas substâncias em excesso diante de qualquer estímulo (como estresse, poluição ou alimentos processados). Personalizando a Dieta Anti-inflamatória Para quem tem essa predisposição genética à “hiperinflamação”, a dieta precisa ser rigorosamente modulada. Não basta apenas “comer saudável”. É necessário aumentar a carga de alimentos ricos em ômega-3, curcumina e fitoquímicos específicos que ajudem a “desligar” essa sinalização inflamatória exagerada. Além disso, o controle de peso é crucial, pois o tecido adiposo também produz IL-6 e TNF-alfa, criando um ciclo vicioso de inflamação e ganho de peso. Conhecer sua genética é uma ferramenta empoderadora para quebrar esse ciclo e prevenir complicações futuras. Referências Bibliográficas CALDER, P. C. n-3 Polyunsaturated fatty acids, inflammation, and inflammatory diseases. HOTAMISLIGIL, G. S. Inflammation and metabolic disorders.