É comum ver os dois fermentados tratados como sinônimos — afinal, ambos são “bebidas fermentadas boas para o intestino”. Mas eles têm origens, composições e efeitos diferentes.
As diferenças de base
O kombucha é produzido a partir da fermentação de chá adoçado por uma colônia de bactérias e leveduras conhecida como SCOBY. Já o kefir é feito a partir da fermentação de leite (ou água, no caso do kefir de água) por grãos de kefir, que contêm uma combinação diferente de bactérias e leveduras.
Essa diferença de processo resulta em perfis distintos de microrganismos em cada bebida — o que significa que elas podem favorecer cepas diferentes de bactérias no intestino, com efeitos potencialmente diferentes.
Isso significa que um é melhor que o outro?
Não necessariamente. Significa que eles não são intercambiáveis automaticamente. Uma pessoa pode responder melhor a um do que ao outro, dependendo do estado da própria microbiota, de sensibilidades individuais (o kefir de leite, por exemplo, contém lactose residual, o que pode ser um problema para intolerantes) e do objetivo de cada pessoa.
Como decidir
Vale experimentar os dois, observar a resposta do corpo, e — principalmente — não escolher um produto achando que ele é “genericamente bom para o intestino” sem entender sua composição específica.
Seu corpo sempre avisa qual combina melhor com ele.