O motivo da queda de cabelo depois dos 40

Encontrar mais fios de cabelo na escova ou no banho pode ser angustiante. E é muito comum que a primeira reação seja comprar um shampoo ou suplemento. Mas a queda de cabelo pode ter diferentes causas, e a alimentação é apenas uma parte dessa investigação. Nutrientes importantes para o cabelo Uma alimentação inadequada pode contribuir para alterações na saúde dos cabelos, especialmente quando existe ingestão insuficiente de determinados nutrientes. Dependendo do caso, é importante avaliar: ingestão de proteínas; ferro; zinco; vitamina B12; folato; vitamina D; outros nutrientes conforme a avaliação individual. Mas existe um ponto importante: não significa que toda queda de cabelo seja causada por deficiência nutricional. Alterações hormonais, tireoide, estresse, doenças, medicamentos e outras condições também podem estar envolvidas. E depois dos 40? Para muitas mulheres, essa fase coincide com mudanças hormonais importantes, além de alterações na composição corporal, sono e rotina. Por isso, diante de uma queda persistente, vale olhar para o contexto e não apenas para um suplemento. Antes de suplementar, investigue. Tomar biotina, ferro ou qualquer outro nutriente sem necessidade não é necessariamente a melhor estratégia. O primeiro passo é entender por que o cabelo está caindo. Conclusão Seu cabelo pode estar dando um sinal. Em vez de simplesmente tentar “tratar o cabelo”, vale investigar o que pode estar acontecendo por trás dele.

Você realmente precisa de tantos suplementos?

Se você tem uma gaveta cheia de vitaminas, cápsulas, pós e suplementos, talvez seja hora de fazer uma pergunta simples: Eu realmente preciso de tudo isso? Suplementos podem ser ferramentas importantes na prática nutricional. Mas mais suplementos não significam automaticamente mais saúde. Quando a suplementação pode fazer sentido? Ela pode ser útil quando existe uma necessidade identificada, como: deficiência ou insuficiência de determinado nutriente; necessidades aumentadas; situações clínicas específicas; objetivos esportivos específicos; dificuldade de atingir determinadas necessidades apenas pela alimentação. Mas isso precisa ser individualizado. O problema do excesso É comum encontrar pessoas utilizando vários produtos ao mesmo tempo porque viram uma recomendação nas redes sociais. Um para energia. Outro para imunidade. Outro para intestino. Outro para cabelo. Outro para metabolismo. E assim por diante. O resultado pode ser uma rotina complexa, cara e, muitas vezes, desnecessária. Saúde não começa na cápsula. Antes de pensar em suplementos, é importante olhar para os pilares básicos: 🥗 alimentação😴 sono🏋️ atividade física🧘 manejo do estresse🌿 rotina e estilo de vida Depois, quando necessário, a suplementação pode entrar como uma ferramenta, e não como o centro da estratégia. Nem sempre, quanto mais suplementos você toma, mais saudável você é. Menos excesso. Mais estratégia.

Como anda a qualidade do seu sono e qual a relação com o intestino?

06 Pergunto frequentemente aos meus pacientes: “Como anda a qualidade do seu sono?”. A resposta, infelizmente, costuma ser “poderia ser melhor”. Dormir bem não é apenas fechar os olhos; é um processo metabólico complexo onde ocorre a reparação dos tecidos, a regulação hormonal e a limpeza de toxinas cerebrais. Se você acorda cansado, irritado ou precisa de litros de café para funcionar, algo na sua bioquímica precisa de ajuste. E a resposta, muitas vezes, começa no prato e no intestino. A conexão Intestino-Sono Você sabia que grande parte da melatonina (o hormônio do sono) deriva da serotonina, e que cerca de 90% da serotonina é produzida no intestino? Se o seu intestino estiver inflamado ou em disbiose (desequilíbrio bacteriano), a produção desses neurotransmissores fica comprometida. Um intestino saudável é pré-requisito para uma boa qualidade do sono. Bactérias benéficas ajudam a regular o ritmo circadiano, nosso relógio biológico interno. Nutrientes essenciais para dormir melhor Para que o corpo consiga relaxar e entrar em sono profundo, ele precisa de matéria-prima. O Triptofano é o aminoácido base, mas ele precisa de cofatores como Magnésio e Vitamina B6 para se transformar em serotonina e, posteriormente, em melatonina. Alimentos como kiwi, aveia, sementes de abóbora e banana são excelentes aliadas no período da tarde e noite. Por outro lado, refeições pesadas, ricas em gordura saturada ou açúcar perto da hora de dormir, elevam a temperatura corporal e o cortisol, fragmentando o sono. Cuidar do sono é estratégia e começa em garantir os nutrientes certos para que seu corpo desligue com eficiência. Referências Bibliográficas SLEEP FOUNDATION. Nutrition and Sleep. GALLAND, L. The Gut Microbiome and the Brain.

Kiwi, psyllium e pão de centeio: o que as novas diretrizes dizem sobre constipação crônica

Durante muito tempo, a orientação para intestino preso foi simplificada demais: “beba mais água e aumente as fibras”. Hoje sabemos que não é só sobre quantidade — é sobre tipo de fibra, contexto intestinal e resposta individual. Recentemente, a British Dietetic Association publicou novas diretrizes para constipação crônica, com base na revisão de 75 ensaios clínicos. O foco deixou de ser genérico e passou a ser mais específico — o que é um avanço importante. O que ganhou destaque nas evidências Os estudos apontaram três estratégias alimentares com bons resultados: KiwiNão apenas pela fibra. O kiwi contém actinidina, uma enzima que pode auxiliar na digestão de proteínas e favorecer a motilidade intestinal, além de contribuir para melhor hidratação das fezes. PsylliumFibra solúvel com excelente capacidade de formar gel, aumentando o volume fecal e facilitando o trânsito intestinal com menor potencial de desconforto quando comparado a outras fibras mais fermentativas. CenteioRico em arabinoxilanos, demonstrou efeito positivo na frequência evacuatória, especialmente quando comparado ao trigo integral. E como isso entra no consultório? Diretrizes não são leis — são recomendações baseadas em médias populacionais. Na prática clínica, eu avalio sintomas, microbiota, tolerância individual, inflamação intestinal e contexto metabólico antes de incluir qualquer alimento como estratégia terapêutica. O kiwi e o psyllium são recursos que utilizo com frequência, ajustando dose e momento de uso. Já o centeio, apesar das evidências sobre trânsito intestinal, contém glúten — e por isso nem sempre é a melhor escolha, especialmente em pacientes com distensão, disbiose ou sensibilidade intestinal. Na minha prática, ele é incluído de forma criteriosa e individualizada. Nutrição personalizada vai além do que está no papel. Ela considera sintomas, microbiota, genética e resposta metabólica real. Referências Bibliográficas BRITISH DIETETIC ASSOCIATION. Gastrointestinal Specialist Group. Evidence-based practice guidelines for the dietetic management of constipation in adults. WHELAN, K. et al. Diet and constipation.

Proteínas na Dieta Vegetariana: Fontes Essenciais e mitos

Proteínas na Dieta Vegetariana: Fontes Essenciais e mitos Uma das dúvidas mais frequentes que recebo no consultório é: “Vou ficar sem proteínas se parar de comer carne?”. A resposta é não. É totalmente possível obter proteínas na dieta vegetariana de forma completa e eficiente, desde que haja planejamento e variedade. O reino vegetal é abundante. Diferente da carne, que já vem com o “pacote completo” de aminoácidos, na alimentação baseada em plantas nós fazemos combinações inteligentes ao longo do dia para atingir essa meta. Melhores fontes de Proteínas na Dieta Vegetariana As leguminosas são as estrelas aqui. Feijões (de todas as cores), lentilha, grão-de-bico, ervilha e soja (incluindo tofu e edamame) são bases sólidas. Além delas, sementes como a de abóbora e girassol, e cereais como a quinoa, oferecem excelente aporte proteico. A combinação faz a força Você não precisa de cálculos complexos a cada refeição. O simples funciona. A combinação clássica brasileira de arroz (cereal) com feijão (leguminosa) fornece todos os aminoácidos essenciais que nosso corpo precisa. O segredo é variar as cores e os tipos de grãos para garantir não só proteínas, mas também ferro, zinco e cálcio. Referências Bibliográficas SVB. Guia alimentar de dietas vegetarianas para adultos. AMERICAN DIETETIC ASSOCIATION. Position of the American Dietetic Association: Vegetarian Diets.

Emagrecimento Definitivo: Além da Estética e dietas

Emagrecimento Definitivo: Além da Estética e dietas Em minha trajetória clínica, percebo que muitas pessoas buscam a perda de peso focadas apenas no visual. No entanto, o emagrecimento definitivo é uma consequência de saúde, e não apenas uma mudança no número da balança. Para que o emagrecimento aconteça de forma sustentável, precisamos olhar para a fisiologia do corpo. Um corpo inflamado, com o intestino desregulado e hormônios desajustados, lutará contra a perda de gordura. O papel do intestino no Emagrecimento Definitivo Você sabia que certas bactérias intestinais podem extrair mais calorias dos alimentos ou aumentar sua vontade de comer doces? Cuidar da microbiota é essencial. Quando modulamos o intestino, reduzimos a resistência à insulina e controlamos a inflamação, criando um ambiente interno propício para a queima de gordura. Qualidade de vida como prioridade Dietas restritivas geram estresse e efeito sanfona. O caminho para o emagrecimento definitivo envolve se colocar como prioridade, melhorando a relação com a comida. É sobre conquistar liberdade, subir escadas sem cansar e ter exames bioquímicos excelentes. A estética é apenas um bônus de um corpo que funciona bem. Referências Bibliográficas ABESO. Diretrizes brasileiras de obesidade. WHO. Obesity and overweight.

Nutrição para o Treino Funcional e Mobilidade corporal

Nutrição para o Treino Funcional e Mobilidade corporal Quem pratica atividades focadas no movimento do corpo, como calistenia, yoga ou funcional, tem demandas diferentes de um fisiculturista. A nutrição para o treino funcional não visa apenas “crescer”, mas sim garantir que o corpo seja uma máquina eficiente, móvel e resistente. O objetivo aqui é leveza e energia constante. Refeições muito pesadas pré-treino podem atrapalhar a amplitude de movimento e causar desconforto gástrico. Hidratação e Fáscia Um ponto frequentemente negligenciado na nutrição para o treino funcional é a hidratação. Nossos músculos são envolvidos por fáscias, tecidos conectivos que precisam de água para deslizar. Se você está desidratado, seu corpo fica rígido, “travado” e mais propenso a lesões. Beber água é lubrificar suas engrenagens. O que comer para performar? Priorize alimentos anti-inflamatórios, como cúrcuma, gengibre e frutas vermelhas, para auxiliar na recuperação das articulações. Carboidratos de boa qualidade (raízes, frutas, aveia) são o combustível para movimentos explosivos, enquanto proteínas magras garantem a reparação dos tecidos sem sobrecarregar a digestão. Referências Bibliográficas SBMEE. Diretriz da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte e do Exercício. PANZZA, J. Nutrição esportiva e funcionalidade.

Por que seu emagrecimento depende mais da microbiota do que da dieta em janeiro?

Por que dietas “não pegam” em janeiro Iniciar dietas logo após o fim do ano é um hábito comum, mas a maioria falha rapidamente. Isso acontece porque grande parte das estratégias ignora o ponto central: o intestino. O organismo que passou semanas com alimentação pesada está inflamado e com a microbiota desregulada. Nesse cenário, o corpo entra em alerta e resiste ao emagrecimento. O intestino como regulador do peso A microbiota influencia a extração de energia dos alimentos, a produção de hormônios da saciedade e a sensibilidade à insulina. Estudos mostram que indivíduos com menor diversidade microbiana têm maior tendência a ganho de peso e maior dificuldade para perder gordura. Em outras palavras, dieta sem cuidar do intestino é como caminhar contra o vento. O que a ciência diz sobre microbiota e obesidade Diferentes composições bacterianas estão associadas a maior inflamação e acúmulo de gordura visceral. O desequilíbrio intestinal pós-festas reduz a capacidade do corpo de metabolizar nutrientes e aumenta a fome. Por isso, a recuperação microbiana deve ser o primeiro passo antes de qualquer estratégia de emagrecimento. Como preparar sua microbiota para emagrecer Incluir fibras prebióticas, frutas, vegetais, leguminosas e probióticos ajuda a restaurar a diversidade bacteriana. Reduzir açúcar e ultraprocessados diminui rapidamente a inflamação. O foco não é fazer dietas drásticas, mas reconstruir o ambiente intestinal para que o corpo volte a responder aos estímulos. Conclusão O emagrecimento eficaz começa de dentro para fora. Janeiro oferece o melhor momento para restaurar o intestino e permitir que as estratégias funcionem de maneira leve e sustentável. Referências:TURNBAUGH, P. J. et al. The human microbiome and obesity. Nature, 2009.CLEMENTE, J. C. et al. The impact of diet on the gut microbiome. Nature Reviews Gastroenterology & Hepatology, 2012.

Janeiro e intestino em reconstrução: como recuperar a microbiota após as festas

Por que o intestino sofre tanto em dezembro? O período de festas costuma trazer um aumento significativo no consumo de açúcares, ultraprocessados, frituras, álcool e refeições irregulares (salvo aqueles que conseguem fazer uma ceia mais saudável de acordo com alguma dieta ou padrão de vida que estava acostumado a seguir durante o ano). Essa combinação altera rapidamente o ambiente intestinal, reduzindo a diversidade microbiana benéfica e favorecendo bactérias oportunistas. O resultado aparece logo nos primeiros dias de janeiro como estufamento, gases, digestão lenta, cansaço e até alterações de humor. A boa notícia: a microbiota responde rápido a boas escolhas A microbiota tem capacidade de recuperação impressionante. Quando a alimentação volta a incluir fibras, vegetais variados, frutas frescas e leguminosas, as bactérias benéficas se multiplicam de forma natural. Isso melhora a digestão, reduz inflamações e traz de volta a sensação de bem-estar. Alimentos que aceleram a recuperação microbiana Prebióticos naturais, como aveia, banana, alho, cebola, batata-doce e sementes, alimentam as bactérias boas. Já os probióticos naturais, como iogurte artesanal, kefir, kombucha, vegetais fermentados e missô, ajudam a repovoar o intestino. Esses alimentos fortalecem a barreira intestinal e reduzem o impacto dos exageros do fim do ano. O papel da hidratação, do sono e do estresse A recuperação da microbiota não depende só da alimentação. Hidratação adequada melhora o trânsito intestinal, enquanto o sono reorganiza o ritmo biológico das bactérias. Reduzir o estresse também é essencial, já que o intestino e o cérebro se comunicam diretamente. Janeiro é o mês ideal para reconstruir esses pilares. Conclusão Reequilibrar o intestino logo no início do ano significa começar 2026 com mais energia, imunidade e clareza mental. O cuidado começa no prato, mas se estende ao estilo de vida. Referências:VALDES, A. M. et al. Role of the gut microbiota in nutrition and health. BMJ, 2018.HILLS, R. D. et al. Gut microbiome: its role in health and disease. Physiological Reviews, 2019.

Cuidados essenciais para seu intestino no natal

O período de festas pode provocar alterações na microbiota intestinal por causa das mudanças alimentares e do aumento de comidas ricas em gorduras e açúcares. Cuidar do intestino durante o Natal ajuda a manter a energia, o humor e a digestão em dia. Fibras são suas aliadas Consumir saladas, frutas, aveia, batata-doce e leguminosas aumenta a produção de ácidos graxos de cadeia curta, que fortalecem as células do intestino e reduzem inflamações. Hidratação é fundamental A água melhora o trânsito intestinal, auxilia na digestão e evita desconfortos comuns nas festas. Estratégias simples que fazem diferença – Iniciar a refeição com salada ou fruta– Evitar grandes intervalos sem comer– Priorizar pratos assados ao invés de fritos Referências científicas– ZHANG, Y. J. et al. Impacts of gut bacteria on human health and diseases. International Journal of Molecular Sciences, 2015.– ROWLAND, I. et al. Gut microbiota functions: metabolism of nutrients and other food components. European Journal of Nutrition, 2018.