Alimentação, intestino e tireoide: qual a relação?

A alimentação desempenha um papel fundamental na saúde do intestino e da tireoide, duas áreas importantes do nosso organismo, sabia? Embora sejam sistemas distintos, eles estão interconectados e podem influenciar um ao outro. Nesta matéria vamos explorar a relação entre alimentação, intestino e tireoide. Continue a leitura e confira! Intestino saudável e tireoide O intestino desempenha um papel essencial na absorção de nutrientes necessários para a função adequada da tireoide. Uma saúde intestinal comprometida pode afetar a absorção de minerais essenciais, como o iodo, que é fundamental para a produção dos hormônios tireoidianos. O desequilíbrio da microbiota intestinal também pode influenciar a conversão do hormônio tireoidiano T4 (tiroxina) em sua forma ativa T3 (triiodotironina), afetando o funcionamento da tireoide. Disbiose intestinal e tireoide A disbiose intestinal, que é um desequilíbrio na composição da microbiota, pode afetar negativamente a saúde da tireoide. A presença excessiva de bactérias patogênicas ou a falta de bactérias benéficas pode levar a inflamação crônica de baixo grau, aumentando o risco de doenças autoimunes, como a tireoidite de Hashimoto, uma condição em que o sistema imunológico ataca a tireoide. Nutrientes essenciais para a tireoide Uma alimentação adequada é crucial para fornecer os nutrientes necessários para a glândula funcionar corretamente. O iodo, presente em alimentos como peixes marinhos e algas, é fundamental para a produção dos hormônios tireoidianos. Além disso, nutrientes como selênio, zinco, ferro e vitaminas do complexo B são importantes para a síntese e conversão adequada dos hormônios tireoidianos. Inflamação e resistência à insulina A inflamação crônica e a resistência à insulina, muitas vezes associadas a uma dieta desequilibrada e pobre em nutrientes, podem afetar negativamente a função da tireoide. A inflamação pode interferir no transporte e utilização dos hormônios tireoidianos pelas células, enquanto a resistência à insulina pode levar a alterações na conversão do T4 para T3. Conclusão Portanto, uma alimentação saudável, rica em nutrientes essenciais e equilibrada, desempenha um papel crucial na saúde do intestino e da tireoide. É importante consumir alimentos que forneçam os nutrientes necessários para a tireoide, além de favorecer a saúde intestinal, promovendo a diversidade e equilíbrio da microbiota. Consultar um profissional de saúde, como um nutricionista, pode ajudar a criar uma dieta personalizada, levando em consideração as necessidades individuais e possíveis condições específicas relacionadas à tireoide.
3 Alimentos poderosos que amenizam TPM, acne e celulite

TPM, acne e celulite são problemas que todas as mulheres gostariam de exterminar da vida, não é mesmo? Infelizmente, nem sempre é possível eliminarmos de vez. Porém, não tenham dúvidas: a alimentação reflete em sua saúde de forma geral. Por isso, nesta matéria, listei 3 alimentos poderosos que você pode inserir no seu dia a dia a partir de hoje para amenizar estes problemas e conquistar mais qualidade de vida. Continue a leitura e confira! Quais são as fases do Ciclo Menstrual? O ciclo menstrual pode durar até 35 dias e passa por três fases: fase folicular, fase ovulatória e fase lútea. A menstruação é a descamação do endométrio (tecido que reveste a parede interna do útero) que ocorre quando não há fecundação. Mas o sangramento da menstruação representa apenas uma parte da primeira fase do ciclo menstrual, que dura de 21 a 35 dias. Durante a fase menstrual, seu estrogênio está em ascensão. Beba chá calmante, como camomila, passiflora ou melissa e evite ou alimentos gordurosos, salgados, álcool e cafeína. A fase folicular começa no primeiro dia do ciclo, ou seja, no primeiro dia de sangramento menstrual e vai até a ovulação (cerca de 14 dias). Durante este périodo, concentre-se em alimentos germinados ou fermentados, como brotos de brócolis, bambu ou leguminosas germinadas e alimentos anti-inflamatórios, como frutas inteiras, vegetais e amêndoas. Isto porque eles trazem benefícios incríveis para a saúde, incluindo propriedades antienvelhecimento e proteção contra toxinas ambientais, que são conhecidas por afetar seus hormônios. A fase lútea é o período da ovulação até a menstruação, o hormônio estrogênio e a progesterona aumentam e depois diminuem. Alimentos que produzem serotonina, como folhas verdes, quinoa e trigo sarraceno são super indicados. Você também deve se concentrar em alimentos ricos em magnésio que combatem a fadiga e a baixa libido, como chocolate amargo, espinafre e sementes de abóbora. Alimentos que ajudam amenizar os sintomas da TPM 1. Sementes de linhaça e semente de abóbora A linhaça é especialmente indicada durante a primeira fase do ciclo menstrual porque contém ômega 3, isoflavonas e lignanas que ajudam a melhorar a dor nas mamas na TPM e alguns sintomas da menopausa. Já as sementes de abóbora são ricas em zinco, magnésio e vitaminas B6, que ajudam reduzir inchaço, intestino preso e melhora o humor! 2. Sementes de gergelim e girassol O gergelim e girrasol contém vitaminas do complexo B, magnésio, gorduras boas, cálcio, selênio e ácido linoleico que ajudam a regulam os hormônios, causar maior relaxamento e reduzem a inflamação corporal. Assim, recomenda-se o consumo durante a segunda fase do ciclo menstrual. 3. Frutas vermelhas e roxas Amora, morango, framboesa, açaí, mirtilo e uva são frutas ricas em substâncias antioxidantes, como antocianinas, que vão ajudar a reduzir a inflamação, melhorando o aspecto da celulite, acne e prevenindo envelhecimento precoce da pele. Conclusão Como sempre falo por aqui: 1. Sua alimentação irá refletir na saúde da sua pele! Quando você está comendo mal a acne não piora? E a celulite? 2. Sua alimentação também pode aliviar os sintomas da TPM! Quantas pacientes só de eu melhorar a qualidade da dieta já percebem a diferença (mesmo deixando o chocolate!)… Gostou? Quer aprender mais sobre o impacto da alimentação em sua saúde e bem-estar? Continue acompanhando os conteúdos do blog!
Alimentação e estresse: qual a relação?

Mais do que uma mera irritação, uma pessoa com estresse constante pode desenvolver uma série de sintomas indesejáveis e doenças. Contudo, para entendermos a relação entre alimentação e estresse, precisamos entender o que é o estresse e como ele age no nosso corpo. Continue a leitura e confira! O que é o estresse? O estresse não é algo ruim para o organismo. A princípio, ele é uma resposta corporal a uma ameaça, que pode ser real ou imaginária. É quando o corpo se prepara para “lutar ou fugir” e, para isso, libera na corrente sanguínea substâncias estimulantes como adrenalina, cortisol e norepinefrina. O problema é quando estimulamos o organismo constantemente com estresse – isso pode ocorrer em momentos de tensão na vida pessoal, no trabalho ou até mesmo em decorrência de notícias desfavoráveis. Assim, o corpo fica sob influência das substâncias do estresse por longos períodos e causa, além da exaustão, um quadro que pode levar a uma série de problemas, como insônia, transtornos alimentares e digestivos, depressão, hipertensão, baixa imunidade e outros. Quanto mais estressado, pior será sua digestão, absorção de nutrientes e funcionamento intestinal. Isso desencadeará uma cascata inflamatória que terá impacto no corpo todo. Por isso cuidar do intestino, através de estratégias nutricionais, é um dos pilares para sair do quadro inflamatório que o estresse gera. Dicas para cuidar do seu intestino, alimentação e estresse Reduza o consumo de alimentos alergênicos e inflamatório: amendoim (incluindo a pasta de amendoim), clara de ovo, crustáceos, leite de origem animal, açúcares, glúten e adoçantes artificiais. Observe se possui intolerâncias alimentares por ingerir rotineiramente alguns alimentos que te causam desconforto, o que é um fator estressor, que leva à inflamação e ativação do sistema imune no intestino e se reflete na saúde da pele. Reduza o consumo de farinhas e açúcares refinados, pois altos níveis de açúcar no sangue geram uma elevação nos níveis de insulina, levando a um aumento na liberação dos hormônios do estresse. Cuide da saúde gastrointestinal, pois a má digestão pode gerar infecções no intestino, como disbiose, e desequilibrar a microbiota. A ingestão de enzimas digestivas contribui para a aliviar os desconfortos e o equilíbrio geral do intestino. Ingira alimentos antioxidantes. Entre os recomendados estão: frutas vermelhas, vegetais verdes escuros, especiarias, azeite de oliva e abacate. Além disso, é importante consumir fontes de proteínas de qualidade, como cereais, peixes, carnes magras e sementes de chia, linhaça, gergelim e abóbora. Dependendo do caso, um suplemento proteico pode ser recomendado. Inclua na dieta alimentos e suplementos que promovem a produção interna de antioxidantes, como cúrcuma ou gengibre, que são substâncias responsáveis por combater o excesso de radicais livres liberados pelo estresse crônico. Conclusão Além da alimentação é muito importante ter um sono de qualidade (alguns chás podem ajudar muito com isso!), cuidar das emoções e praticar exercícios físicos regulares, pois eles liberam hormônios do bem-estar. O equilíbrio é base de tudo! E a alimentação equilibrada, junto com cuidado do intestino, pode transformar seu padrão de doença em um padrão de saúde.